A Associação Brasileira das Associações e Cooperativas de Motoristas de Táxi (ABRACOMTAXI) apoiou a manifestação realizada na sexta, 24/07, no Rio de Janeiro contra a pirataria e o transporte clandestino de passageiros feito por carros particulares que se utilizam de aplicativos, principalmente o Uber. O protesto fechou uma das pistas do Aterro do Flamengo e reuniu aproximadamente 3 mil táxis e 4 mil taxistas, a maioria do Rio de Janeiro e cidades vizinhas. O principal objetivo foi cobrar providências da administração pública e das autoridades de fiscalização contra o transporte clandestino de passsageiros.
Um dos organizadores do evento foi Marcos Bezerra, diretor da ABRACOMTAXI e presidente do Conselho Regional de Taxistas do Rio de Janeiro. De acordo com ele, além de milhares de taxistas fluminenses, o protesto também contou com a participação de cerca de 200 táxis que vieram de São Paulo, 70 de Belo Horizonte, além de taxistas de Curitiba. “A ABRACOMTAXI frequentemente promove reuniões para discutir os desafios da categoria. E um deles certamente é a concorrência desleal com o transporte clandestino feito por esses aplicativos de carona remunerada. Não queremos esses piratas trabalhando nas ruas”, disse Bezerra.
Os primeiros táxis começaram a chegar ao Aterro do Flamengo ainda de madrugada. Eles partiram em comboio de diversas regiões da cidade. Às 11h, a pista do Aterro no sentido Centro já estava totalmente interditada, entre o Monumento de Estácio de Sá e o Monumento aos Pracinhas.
Os manifestantes se utilizaram de bandeiras e faixas durante o ato, muitas delas da ABRACOMTAXI com os dizeres “Taxistas x Clandestinos”, “Fora Piratas da Uber” e “Juntos somos todos mais fortes”. Uma das faixas trazia a mensagem “Nós taxistas estamos unidos”, assinada pelo presidente da ABRACOMTAXI, Edmilson Americano. Ele não pôde comparecer por motivos particulares. No entanto, mesmo ausente, o trabalho do dirigente em defesa dos taxistas foi elogiado por diversas lideranças presentes.
“Nessa manifestação, mais do que combater a pirataria, o importante é apoiar os taxistas e entender o ponto de vista deles. Não pretendo regulamentar o Uber nem qualquer outro aplicativo de transporte de passageiros. Enquanto a Justiça não se pronunciar sobre essa empresa, a prefeitura não vai aceitá-la. Vamos pedir à Justiça que ela proíba esses aplicativos”, disse o secretário municipal de Transportes do Rio de Janeiro, Rafael Picciani. A fiscalização, segundo o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, também será intensificada. “Se veículos particulares estiverem fazendo clandestinamente transporte remunerado de passageiros, certamente eles serão autuados”, concluiu Osório.
Taxistas da Guarucoop participam de manifestação no Rio de Janeiro contra o transporte clandestino
A grande manifestação de taxistas realizada ontem (24) no Rio de Janeiro contra o transporte clandestino teve a participação de taxistas da Guarucoop, a cooperativa que atua no Aeroporto de Guarulhos. Ao todo, 21 carros da cooperativa - com cerca de 80 pessoas – deixaram o pátio da Guarucoop por volta das 22h da noite da última quinta-feira (23) com destino à capital fluminense. Por volta das 5h de ontem, o grupo foi recepcionado por taxistas cariocas a cerca de 50 km do Rio de Janeiro, para onde seguiram em carreata até o Aterro do Flamengo, local do protesto.
O principal objetivo do ato foi cobrar providências da administração pública e das autoridades de fiscalização contra a pirataria e o transporte clandestino de passsageiros feito por carros particulares que se utilizam de aplicativos, principalmente o Uber. O protesto fechou uma das pistas do Aterro do Flamengo e reuniu aproximadamente 3 mil táxis e 4 mil taxistas, a maioria do Rio de Janeiro e de cidades vizinhas. Participaram também taxistas de São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba.
Os primeiros táxis começaram a se concentrar no Aterro ainda de madrugada. Por volta das 10h, chegaram os carros da Guarucoop. “Fomos muito bem acolhidos por todos os colegas cariocas e o balanço geral do evento foi muito positivo. O importante é que todos estavam focados na mesma pauta de reivindicações, que é combater o transporte clandestino”, afirmou o vice-presidente da Guarucoop, Gilberto Miskolci. “Mesmo o presidente Americano não podendo estar presente, o reconhecimento do seu trabalho em defesa dos taxistas e, consequentemente, da própria ABRACOMTAXI, nos enche de orgulho”, completou Miskolci.
A manifestação foi pacífica, bem organizada e contou com o apoio de agentes de trânsito e de segurança do Rio de Janeiro. Por volta das 13h, com o fim dos protestos, os taxistas da Guarucoop retornaram a Guarulhos.
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